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Como levar seu animal de estimação para Portugal

Quem tem pets precisa estar atento sobre como levar o animal de estimação para Portugal na hora de se mudar.

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Muitas pessoas que planejam uma mudança internacional após o reconhecimento da cidadania portuguesa têm uma preocupação em comum: como levar seus animais de estimação. Afinal, cães e gatos fazem parte da família e, para a maioria dos tutores, deixá-los para trás não é uma opção. Porém, viajar com um animal de estimação para Portugal exige planejamento e atenção às regras sanitárias estabelecidas pela União Europeia.  

Diferentemente de uma viagem nacional, o processo envolve etapas obrigatórias como microchipagem, vacinação antirrábica, exame de sorologia e emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI). 

A boa notícia é que, seguindo corretamente os procedimentos, é perfeitamente possível levar seu cachorro ou gato para Portugal de forma segura e legal. Neste guia, explicamos tudo o que você precisa saber. 
  

Por que existe tanta exigência para levar um animal de estimação para Portugal? 


Portugal segue as normas sanitárias da União Europeia para a entrada de animais de companhia. O objetivo dessas regras é evitar a disseminação de doenças, especialmente a raiva, considerada uma das enfermidades mais graves para a saúde pública. 

Como o Brasil é considerado um país com risco para a doença, cães e gatos que chegam à Europa precisam comprovar que estão devidamente identificados, vacinados e protegidos. Por isso, quem pretende viajar com um animal de estimação para Portugal deve começar a organização com vários meses de antecedência. 
  

O primeiro passo: a microchipagem 


A microchipagem é a etapa inicial do processo. O animal deve receber um microchip compatível com os padrões internacionais utilizados pela União Europeia. Esse dispositivo funciona como uma identificação permanente, possibilitando que as autoridades confirmem que toda a documentação apresentada corresponde ao mesmo animal. 

Um detalhe importante é que a vacina antirrábica válida para o processo europeu deve ser aplicada após a implantação do microchip. Isso acontece porque a identificação eletrônica precisa estar vinculada ao histórico sanitário do pet. Por esse motivo, quem já vacina regularmente seu cachorro deve verificar com o veterinário se será necessário atualizar a vacinação após a microchipagem. 
  

Vacina antirrábica é requisito obrigatório para animais de estimação 


Depois da microchipagem, o próximo passo é garantir que a vacina contra a raiva esteja válida. A vacinação antirrábica é obrigatória para a entrada de cães e gatos em Portugal e em todos os países da União Europeia. Ela deve ser aplicada por um médico veterinário habilitado e registrada corretamente na documentação do animal. 

A vacina precisa estar associada ao número do microchip, permitindo que as autoridades sanitárias façam a conferência dos dados durante o processo de viagem. Sem essa comprovação, o embarque pode ser negado ou o ingresso do animal no país de destino pode ser recusado. 
  

Sorologia antirrábica: uma das etapas mais importantes

 
Entre todas as exigências para levar um animal de estimação para Portugal, a sorologia da raiva costuma ser a que gera mais dúvidas. O exame serve para comprovar que o organismo do animal desenvolveu anticorpos suficientes após a vacinação. 

Por isso, a coleta de sangue deve ser realizada pelo menos 30 dias após a aplicação da vacina antirrábica. O material é enviado para um laboratório autorizado a realizar esse tipo de análise. 

Para que o resultado seja aceito pela União Europeia, o exame deve apresentar um nível mínimo de anticorpos de 0,5 UI/ml. Caso o resultado não atinja esse índice, pode ser necessário repetir algumas etapas do processo. 
  

O prazo de espera após a sorologia 


É importante destacar que existe um período obrigatório entre a coleta da sorologia e a viagem. Após a realização do exame, o animal deve aguardar pelo menos 90 dias antes de embarcar para Portugal. 
 
Esse prazo é exigido pelas autoridades europeias para garantir a segurança sanitária do processo. Somando o período necessário para vacinação, coleta do exame e espera após a sorologia, o planejamento completo costuma levar cerca de quatro a cinco meses  

Por isso, quem pretende se mudar para Portugal com um pet deve começar os preparativos o quanto antes. 
  

O que é o Certificado Veterinário Internacional (CVI)? 


O Certificado Veterinário Internacional, conhecido como CVI, é um dos documentos mais importantes para quem deseja viajar com um animal de estimação para Portugal. O documento é emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e comprova que o animal atende às exigências sanitárias exigidas pelo país de destino. 

Segundo o MAPA, a solicitação do CVI deve ser realizada por um médico-veterinário habilitado, que reunirá toda a documentação necessária para a emissão do certificado. Sem o CVI, o embarque internacional não é autorizado. 
  

Documentos normalmente exigidos 


Embora os requisitos possam sofrer atualizações, normalmente o processo exige:  
Comprovante de microchipagem; 
Carteira de vacinação atualizada; 
Comprovante da vacina antirrábica; 
Laudo da sorologia antirrábica; 
Atestado de saúde emitido por veterinário; 
Certificado Veterinário Internacional (CVI). 
 
As autoridades sanitárias verificam se todas as informações estão corretas e compatíveis entre si, principalmente os dados do microchip. 
 
 

  

Atenção às regras da companhia aérea 


Além das exigências sanitárias, é fundamental verificar as regras da companhia aérea escolhida. Cada empresa possui políticas específicas sobre: 
Transporte na cabine; 
Transporte no compartimento de carga; 
Peso máximo permitido; 
Dimensões da caixa de transporte; 
Quantidade de animais por voo. 
 
Em muitos casos, as vagas para pets são limitadas, tornando importante realizar a reserva com antecedência. Animais de determinadas raças também podem estar sujeitos a regras especiais devido às características respiratórias. 
  

Mudanças recentes para entrada de animais na União Europeia 


Em 2026, novas regras passaram a ser aplicadas para o trânsito de animais para países da União Europeia. Uma das principais mudanças envolve a comprovação da viagem do proprietário.  

Quando o animal não viaja acompanhado pelo tutor, é necessário comprovar que o proprietário viajará para o mesmo destino dentro de um período máximo de cinco dias antes ou depois da chegada do pet. Caso essa comprovação não seja apresentada, o transporte pode ser considerado comercial, exigindo procedimentos adicionais. Por isso, é fundamental consultar as exigências atualizadas antes de iniciar o processo. 
  

 

Vale a pena levar seu animal de estimação para Portugal? 


Para a maioria das famílias, a resposta é sim. Embora o processo exija organização, documentação e alguns meses de planejamento, ele permite que o tutor mantenha seu companheiro ao seu lado durante a mudança para Portugal.  

O segredo é iniciar os preparativos com antecedência, respeitando cada etapa sanitária exigida pela União Europeia. Dessa forma, você poderá começar sua nova vida em Portugal acompanhado do seu pet, com toda a tranquilidade e segurança exigidas pelas autoridades sanitárias portuguesas.